Pandemia Reforçou A Necessidade De Colaboração Internacional Em Pesquisa

· 4 min read
Pandemia Reforçou A Necessidade De Colaboração Internacional Em Pesquisa

Além de tornar tudo mais acessível, precisávamos que as informações fossem traduzidas para chegar rapidamente a todos”, contou Matutu. “Acredito que as experiências que tivemos neste ano com a pandemia vão mudar a maneira como trabalhamos. Entram em cena questões como compartilhamento de dados e a colaboração em pesquisa entre países do continente africano, além, é claro, da importância de pesquisas não só nas chamadas ciências duras, mas principalmente nas ciências sociais”, disse Phethiwe Matutu, diretora do National Research Foundation da África do Sul. A Anvisa, buscando a efetividade das suas ações de cooperação, tem aprimorado o gerenciamento dos Projetos de Cooperação, aferindo o alcance dos objetivos, o grau de satisfação dos beneficiários, o impacto e a sustentabilidade das ações. Ao longo dos anos, os projetos de cooperação técnica na área da vigilância sanitária têm buscado colaborar na construção de marcos regulatórios e no fortalecimento das autoridades  sanitárias, com foco nos países da América Latina e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - CPLP.

Colaboração internacional em saúde


Laura conta que um dos maiores desafios de adaptação para ela foi a questão das diferenças culturais – mas que pode contornar isso observando as ações de seus colegas da UCLA. “Percebia que existiam certos costumes em relação às práticas no hospital que eram diferentes das exigidas aos estudantes de medicina aqui no Brasil”. Segundo ela, os estudantes de lá recebiam uma exigência maior, além de ser um ambiente mais rígido e competitivo. A integração entre a medicina tradicional e complementar também é uma longa tradição no Brasil – com a união entre a medicina indígena e a medicina popular, por exemplo. O professor explica que os alunos de Moçambique e dos EUA podem aprender ainda sobre a importância, benefícios e limitações da integração dessas práticas com a medicina moderna. A chamada medicina tropical, focada no diagnóstico, prevenção, tratamento e gestão dessas enfermidades, constitui importante aprendizado para os estudantes estrangeiros.
“Desde que cheguei à Shift, há sete anos, sonhava em trazer essa experiência por motivos que vão além dessa integração cultural. Os indianos são referência em tecnologia, e sempre acreditei que a junção dos times daria muito certo. Faltava termos a documentação técnica traduzida para o inglês, além de enfrentarmos uma pandemia mundial no meio do caminho, o que ninguém esperava acontecer. A 10decoders reuniu competência técnica e aderência aos valores por adotarem  práticas muito similares às nossas, além de manifestar muita vontade de construir uma parceria de sucesso mais longeva.
O projeto Impact of the covid-19 pandemic on adolescents’ sexual and reproductive health in low and middle-income countries é liderado pela University of Alberta, no Canadá, e reúne ainda a University of Sheffield e, mais uma vez, a University of Ghana. O objetivo é investigar os efeitos da pandemia no acesso de adolescentes aos serviços de saúde reprodutiva e sexual e a efetividade das  intervenções destinadas a esse público, em países de renda baixa e média. De acordo com a professora Kênia Lara da Silva, da Escola de Enfermagem, que coordena o projeto na UFMG, o assunto é pouco estudado em todo o mundo.

Colaboração internacional em saúde


Alguns programas fazem parte de mais de uma rede de vigilância, como o Registro de Anomalias Congênitas e Serviço de Informações (CARIS), que faz parte do ICBDSR, EUROCAT e BINOCAR. Trata-se de um registro de base populacional, criado em 1998 e que, atualmente, cobre todo o País de Gales (aproximadamente 35 mil nascimentos por ano). Clearinghouse e EUROCAT, redes com o maior número de programas, também compartilham o maior número de registros individuais. Entretanto, a recém-criada SEAR-NBBD apresenta-se isolada, em comparação às demais redes internacionais.

Colaboração internacional em saúde


Nesse sentido, a difusão internacional do novo coronavírus pôs em evidência uma instituição em especial, a OMS (Organização Mundial da Saúde), a qual tem coordenado esforços multilaterais de diplomacia da saúde para conter a covid-19 desde o surto inicial. Esses dados são coletados de diversas fontes, como prontuários eletrônicos, dados de registro de produtos, entre outros, que fornecem informações sobre o uso, os riscos e os benefícios de produtos médicos. Também foi lançada uma chamada pública para financiar 26 projetos de pesquisa que envolviam não apenas o desenvolvimento de aplicativos e equipamentos, mas também estudos em educação, ciências sociais e saúde mental. “A pandemia em curso é de longo prazo e já está influenciando mudanças nos sistemas de pesquisa e inovação não só nas esferas nacionais e regionais, mas também em nível mundial. Se por um lado o desafio é global e as soluções não são apenas nacionais ou de uma região, também é preciso entender como o conhecimento de diferentes regiões pode ser agregado para conter e superar a pandemia”, afirmou Lidia Borrell-Damian, secretária-geral do Science Europe, que também participou do webinar.

de procedimento otimizado de análise. De acordo com o texto, a avaliação realizada por outras autoridades pode ser admitida para otimizar o processo interno de avaliação da Anvisa por meio de práticas de confiança regulatória,
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2023/04/29/entenda-o-que-sao-as-drogas-k-e-por-que-nao-podem-ser-chamadas-de-maconha-sintetica.ghtml
https://www.uol.com.br/vivabem/doencas-de-a-z/alcoolismo-e-doenca-e-desafio-e-a-intervencao-medica-precoce.htm