Brasil Perspectivas De Controle De Doenças Transmitidas Por Vetores No Brasil Perspectivas De Controle De Doenças Transmitidas Por Vetores No Brasil

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Brasil Perspectivas De Controle De Doenças Transmitidas Por Vetores No Brasil Perspectivas De Controle De Doenças Transmitidas Por Vetores No Brasil

A leishmaniose tegumentar (LT) e a leishmaniose visceral (LV) estão incluídas na lista nacional de doenças e agravos de notificação compulsória, de acordo com a Portaria de Consolidação nº 4, de 28 de setembro de 2017, anexo V – Capítulo I. É uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya, que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus (mesmos mosquitos que transmitem a dengue e a febre amarela, respectivamente). Uma atividade antivetorial extremamente exitosa foi o controle da transmissão vetorial da doença de Chagas, com a eliminação, em grande parte do território nacional, do seu principal vetor, o Triatoma infestans. Extremamente domiciliado em casas de pau-a-pique, foi vulnerável à ação de inseticida aplicado de forma seletiva em localidades e domicílios infestados. A perspectiva é a de manutenção de uma vigilância entomológica para detecção de eventual domiciliação de outras espécies transmissores.

Controle de doenças transmitidas por vetores


A saúde de uma população está associada aos seus determinantes sociais e ambientais, o que inclui as características climáticas de uma determinada região (Krieger, 2001). O Setor Estratégico de Saúde está diretamente associado aos direitos elementares das pessoas, sendo inclusive um direito destacado pela Constituição Federal Brasileira de 1988. Em relação às mudanças climáticas e seus impactos sobre a saúde humana, a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2021) tem destacado a necessidade de direcionar avaliações e subsídios às políticas e programas no setor saúde para apoiar a tomada de decisão, inclusive do setor público, como tem sido realizado pelo AdaptaBrasil MCTI. Durante o ano todo de 2020, foram confirmados 228 casos de leishmaniose visceral e 3.159 de tegumentar. As leishmanioses são doenças infecciosas não contagiosas de curso crônico, causadas por protozoários do gênero Leishmania, causando as formas clínicas tegumentar (cutânea e mucosa) e a visceral. Quando não tratadas precocemente causam deformidades importantes no caso da tegumentar, e óbito no caso da visceral.
Doença de Chagas – Apesar de o Pará ainda ser responsável por 80,95% dos casos de doença de Chagas no Brasil, o número de casos confirmados dessa endemia também vem caindo no estado. Foram 68 casos confirmados de janeiro a julho de 2021 contra 100 casos confirmados no mesmo período de 2020, alcançando uma redução de 32%. Os municípios com mais casos são Bagre (13), Barcarena e Cametá (07), Oeiras do Pará (06) e Curralinho e Igarapé-Miri (05).Segundo o coordenador estadual de Doença de Chagas, Éder Amaral, 82,35% dos casos têm sido registrados na zona rural, a maioria da contaminação (62,50%) tem ocorrido dentro de casa e o principal modo de infecção é a oral (84,58%).

O controle mecânico consiste em práticas para a proteção, a eliminação ou a destinação adequada de criadouros (tais como pneus, materiais recicláveis e outros resíduos), que devem ser executadas sob a orientação/supervisão do ACE ou ACS, e pelo próprio morador/proprietário ou responsáveis pelos imóveis. Doença transmitida pelo carrapato-estrela ou micuim, infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii. O carrapato-estrela não é o carrapato comum, que encontramos geralmente em cachorros – a espécie Amblyomma cajennense, transmissora da doença, pode ser encontrada em animais de grande porte (bois, cavalos, etc.) cães, aves domésticas, gambás, coelhos e especialmente, na capivara. A capacitação de pessoal para essas atividades é de fundamental importância, assim como o seu aproveitamento funcional em bases empregatícias estáveis, com perspectiva de carreira profissional e com salários razoáveis.

As leishmanioses, tegumentar e visceral, têm ampliado sua incidência e distribuição geográfica. Outras doenças, como as filarioses, as esquistossomoses, a doença de Lyme e outras transmitidas por carrapato e as demais inúmeras arboviroses, têm variável importância médico-social em diferentes países de todos os continentes. O aquecimento global do planeta tem gerado ainda uma preocupação  científica sobre a possível expansão da área atual de incidência de  algumas doenças transmitidas por insetos para países de clima temperado.
“A transmissão ocorre por inúmeros alimentos contaminados com o trypanosoma cruzi, transmitido pelas fezes do inseto barbeiro, entretanto o açaí e a bacaba estão entre os mais envolvidos devido ao consumo rotineiro e sem controle de higiene e cuidados no momento do processamento”, explicou. “E graças às notificações em tempo hábil, mais de 90% dos casos confirmados tem evoluído para a cura da doença”, enfatizou o coordenador. Planejar e estabelecer (recomendar/adotar) estratégias que promovam a integralidade das ações voltadas para a minimização dos riscos à saúde pública, controle de eventos, doenças e agravos decorrentes dos fatores de riscos ambientais, de modo a otimizar os recursos necessários e potencializar o efeitos na saúde e qualidade de vida das pessoas com foco na eficiência, eficácia e efetividade dos resultados. A prevenção da re-urbanização da transmissão da febre amarela tem sido efetiva no país pela redução da incidência da forma silvestre, por meio da vacinação, e do combate ao mosquito Aedes aegypti, seu principal vetor, que re-infestou o país de forma definitiva a partir de 1976.
A abordagem visa melhorar a eficácia, a relação custo-efetividade e a sustentabilidade do controle, ecologicamente adequado, de doenças transmitidas por vetores. Resumidamente, a adoção do MIV obedece a um processo cíclico que envolve análise situacional, desenho de operação e planejamento, implementação, monitoramento e avaliação. Todos as equipes e laboratórios de entomologia da Sesa realizam a investigação básica da biologia e distribuição dos vetores para dar suporte aos programas e avaliar o impacto das ações de controle das doenças. Em colaboração com a Vigilância Epidemiológica e os agentes de endemias, as equipes realizam planejamento mensal e fazem cotidianamente a captura e análise laboratorial de vetores. É esse trabalho, por exemplo, que identifica os municípios com infestação pelo Aedes aegypti, divulgados semanalmente no Boletim Epidemiológico da Dengue.

Controle de doenças transmitidas por vetores


As doenças transmitidas por vetores afetam as populações mais pobres, particularmente onde há falta de acesso à moradia adequada, água potável e saneamento. Nas últimas duas décadas, muitas doenças importantes transmitidas por vetores reapareceram ou se espalharam para novas partes do planeta. Mudanças ambientais, aumento substantivo de viagens e do comércio internacional, mudanças nas práticas agrícolas e uma rápida urbanização não planejada estão causando aumento no número e na disseminação de muitos vetores em todo o mundo e tornando novos grupos de pessoas vulneráveis.
As doenças transmitidas por vetores são causadas por patógenos e parasitas em populações humanas. Todos os anos há mais de um bilhão de casos e mais de um milhão de mortes por doenças transmitidas por vetores mundialmente, como malária, dengue, esquistossomose, tripanossomíase africana, leishmaniose, doença de Chagas, febre amarela, encefalite japonesa e oncocercose. É responsabilidade do Suporte Laboratorial, planejar, orientar, realizar controle de qualidade e coordenar as atividades laboratoriais de vigilância epidemiológica referente à entomologia. Além disso, responde pela taxonomia de animais peçonhentos, carrapatos e pulgas, flebotomíneos, triatomíneos, morcegos, ovos e larvas de culicídeos (Aedes aegypti, Aedes albopictus, entre outros), insetos em geral.
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